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Como é feito o diagnóstico da Doença de Alzheimer?

Como é feito o diagnóstico da Doença de Alzheimer?

Como é feito o diagnóstico da Doença de Alzheimer? É como montar um quebra cabeças, no qual as peças para concluir a montagem, vêm de informações obtidas durante as consultas e complementadas através de exame físico e outros testes. É por este motivo que elas são bastante longas, detalhadas e cheias de questionamentos. Ainda assim, ter segurança para determinar o diagnóstico é muito mais complexo do que solicitar e avaliar resultados de exames, passando por uma série de etapas que, somadas e interpretadas, levam à uma considerável probabilidade do idoso estar com a doença.

Buscam-se informações através do paciente e principalmente de seus familiares, etapa mais importante neste processo. Entender a forma que os sintomas se iniciaram, como estão evoluindo e com quais outros problemas se associam, é fundamental quando há a suspeita de demência. A partir daí se inicia um extenso processo que resultará em um diagnóstico. 

É essencial que o comprometimento de memória ou de outras áreas da cognição resulte em prejuízo nas funções do idoso, ou seja, impacta de maneira significativa nas suas atividades diárias levando-o a deixar de exercer ações práticas que antes eram realizadas. 

Uma avaliação clínica completa ajuda a encontrar sinais que diferenciam o que é natural do envelhecimento do que é doença, pensando não unicamente no transtorno da memória e sim compreendendo o corpo humano como um organismo complexo e conectado de ponta a ponta. Um exame físico completo é realizado, com ênfase no sistema neurológico, e a partir daí outros sinais vão se complementando à história relatada pela família. Com estes dados é possível também diferenciar o Alzheimer de outras demências, algo que também deve ser considerado no processo investigativo. Não há muita tecnologia aqui e sim contato humano, atenção e raciocínio. 

Testes cognitivos e neuropsicológicos são executados durante as consultas, para avaliar na prática, através de séries de perguntas e atividades, quais funções cerebrais estão afetadas, com o cuidado de individualizar os resultados de acordo com o nível intelectual de cada paciente.

Na prática clínica (ainda) não existem exames de laboratório específicos, mas uma série de análises de sangue são solicitadas e podem ajudar a diferenciar o Alzheimer de outras doenças que causam sintomas muito parecidos.

Imagens do cérebro, vistas principalmente através de ressonância magnética, são úteis por mostrarem se existem áreas comprometidas, seja pela demência ou provenientes de causas secundárias, como por exemplo, advindas de um acidente vascular encefálico (AVC). Também ao avaliar este exame, é necessário compreender as mudanças na estrutura cerebral que ocorrem naturalmente ao envelhecimento, de situações provenientes de doença. 

Ao combinar e interpretar toda essa informação e somente através deste detalhado e paciente processo, é possível ser feito o diagnóstico da Doença de Alzheimer, com considerável segurança, para a partir daí, orientar o tratamento e planejar o percurso a ser percorrido pelo paciente e seus familiares, sempre com o objetivo maior de conquistar qualidade de vida. 

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Alexandre Casco Pietsch - Doctoralia.com.br