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Depressão e Doença de Alzheimer:

Depressão e Doença de Alzheimer:

O idoso que vive com a doença de Alzheimer é muito frequentemente acometido pela depressão.

Simultaneamente ou até mesmo antes do aparecimento dos esquecimentos, podem surgir sentimentos de culpa, tristeza, variações de humor, desânimo, perda de apetite e de interesse por suas atividades, e em casos graves, até mesmo ideações suicidas. 

Além de um sintoma, a compreensão científica sobre o Alzheimer mostra que a depressão pode anteceder a doença em muitos anos, a qual é reconhecida também como uma possível causa para o desenvolvimento da condição. Deste modo, deve ser identificada precocemente e tratada com seriedade.

Devido a perda progressiva de neurônios em todo o cérebro, a qual afeta regiões que comandam a percepção sobre o meio externo, ocorrem dificuldades de interação social, reação a estímulos e comunicação de sentimentos. Em outras palavras, o cérebro do idoso com demência apresenta tamanha instabilidade na transmissão de informações, que um curto circuito emocional se instala e dificilmente pode ser contornado de maneira natural. 

É muito importante compreender que estas sensações são involuntárias e inconscientes, apesar de provocarem muito sofrimento. Frente a estas emoções negativas, o estado de confusão mental se deteriora, gerando um círculo vicioso entre problemas cognitivos e sintomas psicológicos. Quanto mais sentimentos depressivos, mais o idoso fica suscetível aos sintomas de esquecimentos, desorientação e incapacidades diversas. 

Para limitar esta desagradável combinação, utilizam-se medicamentos que auxiliam no combate à depressão, com a expectativa de trazer mais conforto e ganho na qualidade de vida do idoso que vive com a demência.

Apesar de não existirem tratamentos curativos, os sintomas podem ser melhorados com a utilização de antidepressivos, ansiolíticos, estabilizadores de humor e outros medicamentos específicos, desenvolvidos para tratar a doença de Alzheimer. A escolha da medicação mais indicada se dá através de uma complexa análise de todo o quadro clínico, levando em conta individualidades de cada paciente, uso de outras drogas concomitantes, interações medicamentosas, intensidade dos sintomas, entre outras variáveis. 

Além de remédios, é essencial saber como lidar de maneira não medicamentosa, em situações de exacerbação destes estados emocionais negativos, tema para ser abordado em outra postagem.

Quanto antes iniciado o tratamento destes sintomas, de maneira farmacológica e comportamental, maiores serão os benefícios em conforto e qualidade de vida, propiciando mais tranquilidade ao paciente, cuidadores e familiares, os quais ficam tão angustiados quanto o próprio doente ao testemunhar este sofrimento. 

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1 Comment

  1. Lucilene
    9 de novembro de 2020 at 19:57

    Acompanho todas as postagens no Instagram e tem me ajudado muito. Parabéns pelo blog!

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