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Tratamentos atuais para doença de Alzheimer:

Tratamentos atuais para doença de Alzheimer:

Receber um diagnóstico de Alzheimer imediatamente leva os familiares a perguntarem: existe cura? Se não, para que serve o tratamento?

A doença, descoberta há mais de 100 anos (em 1906) pelo psiquiatra e neurocientista alemão Alois Alzheimer, ainda é considerada incurável e progressiva, ou seja, independente do que façamos, com ou sem tratamento, não conseguimos (ainda) impedir que ela evolua e piore com o tempo, em uma velocidade geralmente lenta, mas constante.

Nas últimas décadas conseguimos compreender quase na totalidade a forma através da qual a doença se instala e sabemos que seu início se dá muito anos antes de surgirem os problemas de memória. Isto ocorre devido ao acúmulo de substâncias tóxicas no sistema nervoso central, conhecidas como proteínas tau e beta amilóide.

O acúmulo deste “lixo cerebral” provoca a morte dos neurônios e problemas com a transmissão das informações, levando também a uma diminuição de produção e efeito de importantes agentes químicos necessários para o bom funcionamento do cérebro, os neurotransmissores.

Para conseguirmos chegar à cura da doença, precisamos antecipar os estágios e descobrir medicamentos que atuem no início da doença, antes que ocorra a morte dos neurônios.

Infelizmente isto ainda não é possível e atualmente só conseguimos agir de maneira medicamentosa nas fases mais avançadas da doença, quando o paciente já apresenta os sintomas.

Estas drogas atuam melhorando a conexão entre os neurônios através do aumento da disponibilidade de neurotransmissores. Em outras palavras, conseguimos tapar alguns buracos na estrada, mas o caminho continua a ser deteriorado de maneira progressiva. Como os remédios não podem impedir o acúmulo das proteínas nocivas, isso continua a acontecer, com ou sem medicação. 

Por outro lado, os medicamentos atuais podem ajudar muito no controle de alguns sintomas e proporcionar aumento da qualidade de vida do idoso que vive com a demência. São os Anticolinesterásicos e a Memantina. 

Eles podem auxiliar na melhora da atenção e memória, recuperação de algumas funções que deixaram de ser feitas pelo idoso e principalmente, melhora dos sintomas psicológicos e comportamentais que afetam quem vive com demência.

Isto é, serão menos frequentes os episódios de agitação, crises de ansiedade e reações catastróficas. Eles podem ajudar o idoso a dormir melhor e ter mais tranquilidade durante o dia, também são eficazes em melhorar o humor e em parte, a comunicação.

Se por um lado os benefícios são perceptíveis, também é preciso estar atento às possíveis reações adversas. Com alguma frequência podem ocorrer náuseas, dores abdominais, alterações do funcionamento intestinal, tonturas e outros efeitos colaterais. 

Por este motivo é imperativo que o acompanhamento médico seja regular, para avaliar de maneira constante os riscos e benefícios do tratamento.

Por fim, ao analisar os tratamentos atuais pode-se concluir que ainda estão longe de serem medicamentos eficazes em reabilitar o idoso na sua totalidade, mas têm um papel fundamental no controle dos sintomas e ganho de qualidade de vida, para o idoso e seus familiares.

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1 Comment

  1. Maria Teresa
    8 de dezembro de 2020 at 14:24

    Excelente postagem sobre os tratamentos do Alzheimer para uma melhor qualidade de vida.

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Alexandre Casco Pietsch - Doctoralia.com.br